
Acordo seria alternativa à oferta agressiva de compra feita pela Microsoft.
Segundo reportagens, empresa considera adiar reunião anual de acionistas.
O Yahoo e o conglomerado de mídia Time Warner iniciaram conversas sobre uma possível união, divulgaram jornais americanos nesta quarta-feira (5). O jornal “Wall Street Journal” afirma que as conversas se centram num acordo sobre a unidade de Internet da Time Warner, a AOL.
As conversas seriam resultado da busca de uma alternativa pelo Yahoo à oferta agressiva de compra feita no início de fevereiro pela Microsoft, atualmente na casa de US$ 41 bilhões. A oferta foi rejeitada pela empresa, que a considerou muito baixa. No entanto, a Microsoft continua a assediar a companhia.
Segundo o “New York Times”, no entanto, ainda não é claro qual seria o formato desse acordo. A AOL é considerada muito pequena para comprar o Yahoo, mas uma joint-venture (empresa conjunta) ou fusão entre as partes poderia ser uma alternativa viável. De acordo com a matéria, esse tipo de união aproveitaria tanto a forte posição da AOL no mercado de propagandas on-line quanto o serviço de busca do Yahoo.
Um acordo entre as duas partes seria apoiado pelo Google, que tem uma porcentagem de cinco por cento na AOL, segundo fontes ouvidas pelos jornais.
Improvável
De acordo com as reportagens, analistas consideraram “improvável” que negociações com a AOL ou outras companhias possam parecer mais favoráveis aos acionistas do Yahoo do que a compra de ações da empresa pela Microsoft, cuja oferta foi de US$ 31 por ação. Com a flutuação do número de ações da empresa, o valor inicial ofertado caiu de US$ 45 bilhões para US$ 41 bilhões.
Na semana passada, o executivo-chefe da AOL, Randy Falco, havia tentado afastar os rumores sobre uma possível negociação com o Yahoo e chegou a fazer piadas com o impasse entre a empresa e a Microsoft. “Eu espero que eles se arrebentem e deixem o mercado todo para nós”, havia declarado Falco.
Tempo valioso
Mesmo que não sejam concluídas com sucesso, as negociações com a AOL representam uma oportunidade para o Yahoo ganhar tempo diante da ofensiva da Microsoft, segundo os jornais americanos. Outras ações nessa estratégia incluiriam um possível adiamento do encontro anual da companhia, onde os acionistas poderiam pressionar os diretores a aceitar a oferta feita pela empresa de Bill Gates.
“O cenários mais provável é que Yahoo esteja tentando obter tempo para negociar alternativas”, disse ao “New York Times” Carl Tobias, professor de Direito na Universidade de Richmond, na Virgínia.
Essa tática de retardamento já foi usada anteriormente em outra batalha na área de tecnologia no ano passado. A BEA Systems cancelou o seu encontro após ofertas agressivas recebidas da Oracle. No entanto, a companhia não encontrou opções e acabou sendo comprada no início do ano.
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